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Brasil [maio de 68] No Brasil, as manifestações da juventude também provocaram uma série de mudanças culturais no seio da sociedade. Segundo Zuenir Ventura, o conteúdo moral é a melhor herança que a geração de 68 poderia deixar para um país cada vez mais governado pela falta de memória e pela ausência de ética. Em 1968, ter menos de 30 anos era motivo de orgulho. Pelé tinha 28 anos e já era o melhor jogador do mundo, Chico Buarque e Caetano Veloso, com 24 e 26 anos, já eram ícones da MPB; Roberto Carlos ainda tinha 25 anos e já era rei; Elis Regina e Gal Costa tinham 22. Mesmo em uma época de intensa repressão por causa da ditadura, os jovens brasileiros, através dos diretórios estudantis, de passeatas e de manifestações, se fizeram ouvir. Tanto na França quanto no Brasil, uma juventude unida e consciente de seus direitos e de sua força conseguiu mudar a sociedade. Mas isso foi há 37 anos. Hoje em dia, apesar da tão falada apatia juvenil, muita coisa está sendo feita. Não precisa ser uma manifestação que ameace o presidente da república, como na França, nem que peite de frente uma repressão violenta da polícia, como no Brasil da ditadura. Ela pode começar na sua rua, no seu bairro. A Tribujovem foi atrás de jovens que fazem a diferença e mostra agora alguns exemplos, verdadeiros exemplos de cidadania, nas áreas de: cultura, meio-ambiente, esporte e comunicação. |
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